terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A dor que vem da alma...

Esbarrei nesse texto há alguns dias atrás, não sei ao certo de quem é, não há referência consistente, mas de qualquer forma, me renderam algumas reflexões.... 



"A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.

O resfriado escorre quando o corpo não chora.

A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.

O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.

O diabetes invade quando a solidão dói.

O corpo engorda quando a insatisfação aperta.

A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.

O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.

A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.

As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.

O peito aperta quando o orgulho escraviza.

A pressão sobe quando o medo aprisiona.

As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.

A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.

O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.

E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?

A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.

O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas".


Pensando sobre esse texto, lembrei-me do que diz Jorge Ponciano Ribeiro sobre o adoecimento, que ele refere como sendo uma cisão - uma ruptura - na harmonia de nossos sistemas internos. 

Nós, seres humanos, funcionamos por meio de quatro dimensões básicas:

  • pensamentos;
  • sentimentos; 
  • sensações;
  • e nossas ações.


Se uma dessas dimensões não está funcionando em equilíbrio  com as nossas necessidades e com as demandas de nossa vida, acabamos adoecendo.

Dessa maneira, se há alguma perturbação nesse equilíbrio, ou seja,quando o que pensamos, sentimos ou fazemos não está coerente com o que realmente precisamos, as doenças físicas se tornam uma válvula de escape. 

Pois se não conseguimos racionalmente encontrar saídas ou respostas adequadas para resolver nossos problemas, o corpo usa a linguagem da dor como tentativa última de nos fazer parar e ouvir que algo não anda bem...



Por isso mesmo, o adoecer tem também um lado positivo, pois funciona como uma sirene de alerta, um aviso difícil de ignorar quando tantos outros sinais nós talvez não tenhamos percebido...

A dor no corpo surge quando ignoramos a dor da alma

Se sua garganta dói, se o estômago arde, se a dor de cabeça te abate...
Talvez seja a alma pedindo para ser cuidada.



Daniela Elias N. R. da Silva


Nenhum comentário:

Postar um comentário