Muitos pais se perguntam se seus filhos(as) precisam de
terapia...
Se as dificuldades que a criança e a família enfrentam não são somente uma
fase da vida ou se na verdade a criança não precisa de mais
limites, regras e castigos...
Hoje há ainda muitas dúvidas e suspeitas a respeito do
trabalho do psicólogo e da função da psicoterapia... Essa mesma realidade se dá
com relação à terapia infantil. Os pais não conhecem a dinâmica de como
funciona esse processo (o que é feito com a criança) e seus possíveis resultados.
A terapia infantil acontece de uma forma muito diferente da
terapia de adultos, principalmente pelo motivo de que a maneira principal dos
adultos se comunicarem seja por meio da linguagem verbal (fala), enquanto que
para a criança não necessariamente aconteça assim... Afinal, dependendo da
idade e do nível de desenvolvimento fisiológico e emocional da criança, a fala
pode não ser o meio primário de comunicação, mas sim o meio de comunicação lúdico,
o que quer dizer que a criança usa de outras maneiras e recursos de expressão –
expressão corporal (gestos, movimentos, dança, choro, riso, expressão facial e
corporal) e expressão lúdica (através de brincadeiras, jogos, desenhos,
histórias, representações teatrais, etc).
Então, ao invés de sentar frente ao terapeuta e conversar –
como acontece com os adultos, as crianças sentam (ou correm ou pulam ou desenham
ou jogam). Então, se você fica
angustiado que seu filho só esteja “brincando”
na terapia e não falando sobre os
problemas... Não se preocupe! Ele está mostrando esses problemas ao
terapeuta, só não da mesma forma que você faria...
É brincando que ele conta a própria história e os seus problemas,
medos, angústias, alegrias e superações...
Assim, a função da terapia infantil é compreender o que
está acontecendo com criança, suas dificuldades emocionais podem se manifestar
de diversas formas – por meio de sintomas físicos ou emocionais, como por
exemplo, pesadelos, medos, fobias, ansiedade, agitação, dificuldades de
aprendizagem, comportamento infantilizado, ganho de peso, tristeza, etc.
Quando a família percebe uma mudança na forma “normal” de
ser da criança e observa que algo não vai bem com ela, o psicólogo ajudará a
compreender o que está acontecendo tanto com a criança, quanto com a família. Por
isso mesmo é muito importante o envolvimento e a participação ativa da família
no processo terapêutico da criança, uma vez que será estabelecida uma relação
de parceria, a fim de que tanto a família, quanto o terapeuta possam ajudar a criança a
superar suas dificuldades.
O principal instrumento de trabalho na terapia é a relação da
criança com o terapeuta e, por meio das brincadeiras e atividades desenvolvidas
no consultório, o profissional tenta - assim como um detetive - desvendar as pistas
e sinais que a criança fornece ludicamente, buscando compreender seu
misterioso mundo interior e os obstáculos que ele(a) enfrenta.
Juntos, terapeuta e criança, trabalham para ajudá-la a desenvolver
novos recursos emocionais para lidar com sua vida e seus bloqueios de forma
mais saudável.
Você, papai e mamãe, também podem contar com o terapeuta do
seu filho, ele é seu parceiro! Se surgirem dúvidas, medos, preocupações e
angústias, não tema! Busque-o, converse, ele está lá para apoiar você também,
prestar orientações e, um grande bônus é que quanto mais informações você fornecer a ele, mais o ajudará a conduzir o processo terapêutico
do seu pequeno(a)...
Finalmente, o grande objetivo da terapia infantil é ajudar a família e a criança a retomar o curso normal da vida, superando bloqueios e
dificuldades, desenvolver com a criança novos recursos emocionais e favorecer
a todos os envolvidos uma vida mais feliz e harmoniosa.
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